Estado dos EUA suspende execução após equipe médica de presídio não encontrar 'veia adequada' de condenado


Após impasse, aplicação da pena capital contra Tony Carruthers no Tennessee foi adiada por um ano

Tony Carruthers — Foto: Reprodução/Tennessee Department of Correction

O estado do Tennessee suspendeu a execução de Tony Carruthers, condenado por três assassinatos em 1994, depois que a equipe médica de presídio não conseguiu encontrar uma "veia adequada" para administrar a injeção letal.

O Departamento de Correções afirmou em comunicado na quinta-feira (21/5) que a equipe médica fez diversas tentativas sem sucesso, de acordo com reportagem no "NY Times".

Os advogados do condenado haviam solicitado, em medidas de emergência, o adiamento da execução. O governador Bill Lee, do Partido Republicano, atendeu ao pedido e concedeu um adiamento, suspendendo a execução de Carruthers por um ano.

"O Tennessee, na prática, apresentou argumentos contra a pena de morte", disse Laura Porter, diretora executiva da Campanha Americana para o Fim da Pena de Morte. "Eles forçaram Tony Carruthers a se representar em seu próprio julgamento, não analisaram as evidências de DNA e impressões digitais e agora não o executaram. É hora de acabar com a pena de morte", acrescentou ela.

Na quarta-feira (20/5), um advogado de Tony havia afirmado que o estado estava usando substâncias vencidas na aplicação da pena de morte.

O Tennessee encerrou uma pausa de três anos nas execuções no ano passado. A moratória ocorreu após a descoberta de que o estado não estava testando adequadamente os medicamentos usados ​​na injeção letal quanto à pureza e potência. Uma revisão independente posterior havia constatado que os medicamentos preparados para sete detentos em 2018 não haviam sido totalmente testados.


A condenação

Tony foi condenado à morte em 1994 pelo triplo sequestro e assassinato de Marcellos Anderson, sua mãe, Delois Anderson, e Frederick Tucker.

Os corpos das vítimas foram descobertos enterrados sob um caixão em cemitério de Memphis. Investigadores foram conduzidos ao local por um homem chamado Jonathan Montgomery, o que levou a polícia a seu irmão, James Montgomery, e a Tony como suspeitos. Jonathan foi achado enforcado em cela antes do julgamento. James e Tony foram condenados à morte em 1996. Após um novo julgamento, o Estado ofereceu a James um acordo judicial para que ele se declarasse culpado de três acusações de homicídio em segundo grau. Ele foi libertado da prisão em 2015.

Desde a condenação, Tony mantém sua inocência. Sua equipe jurídica argumentou em diversos documentos judiciais que nunca houve qualquer prova física que ligasse o cliente ao crime e que a acusação do Estado contra ele se baseou no depoimento de um informante pago.

Os advogados de Tony têm pressionado por novos testes forenses que, segundo eles, poderiam ajudar a provar a sua inocência — um pedido que foi negado por vários juízes.

Com informações do Extra



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