Genro da vítima também foi preso durante operação da Polícia Civil em Itarana, na Região Serrana do estado. Segundo as investigações, casal teria planejado crime meses antes do assassinato do produtor rural Romero Herzog, de 61 anos.
Filha é presa suspeita de mandar matar o pai por herança e seguro de vida em Itarana, no Espírito Santo — Foto: Divulgação/PCES
Um casal foi preso nesta terça-feira (19) suspeito de mandar matar o produtor rural Romero Herzog, de 61 anos, em Itarana, na Região Serrana do Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, a filha e o genro da vítima teriam planejado o crime por interesse financeiro relacionado à herança e ao seguro de vida do homem.
A ação fez parte da Operação “Herdeiro Indigno”, realizada pela Superintendência de Polícia Regional Serrana e pela Delegacia de Itarana. Ao todo, três investigados foram presos. O homem apontado como executor do assassinato já estava detido. Nenhum dos investigados teve as identidades divulgadas.
O homicídio aconteceu entre os dias 19 e 20 de julho de 2024, na localidade de Alto Bom Destino, zona rural de Itarana, na divisa com Itaguaçu. O corpo de Romero foi encontrado na manhã do dia 20 com marcas de tiros.
Segundo o titular da Delegacia de Polícia de Itarana e Itaguaçu, delegado Renan Alves dos Santos, as investigações apontaram a participação de familiares da vítima como mandantes do crime e identificaram a atuação de um executor ligado a uma organização criminosa investigada na Operação Bad Host.
“A investigação reuniu diálogos, ligações telefônicas e movimentações financeiras consideradas relevantes para a apuração. Também foi constatado que os investigados já tratavam sobre o recebimento do seguro de vida da vítima antes mesmo do crime”, afirmou o delegado.
O homem apontado como executor do homicídio e do roubo também é investigado por envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro e associação criminosa em Itaguaçu, com ligação a criminosos de Cariacica, na Grande Vitória.
Durante a operação, policiais apreenderam celulares, documentos e uma arma registrada. A análise dos aparelhos ajudou a reforçar as conexões entre os investigados, segundo a polícia.
A Polícia Civil também relacionou o homicídio a um roubo ocorrido meses depois, em novembro de 2024, na casa do irmão de Romero Herzog. Na ocasião, três homens armados invadiram o imóvel, amarraram o casal que estava na residência, agrediram as vítimas e fizeram ameaças de morte.
De acordo com o delegado, o crime teria sido praticado para intimidar os familiares durante divergências envolvendo o processo de inventário após a morte do produtor rural.
Durante a investigação do roubo, a Polícia Científica coletou impressões digitais no imóvel. O laudo pericial identificou fragmentos papiloscópicos de um dos investigados dentro da casa das vítimas.
O casal foi levado para a delegacia de Itarana e, depois, encaminhado ao sistema prisional capixaba, onde permanece à disposição da Justiça.
Com informações do G1 ES

.gif)

.gif)