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Estelionatária presa lucrou R$ 400 mil em 15 dias e ostentava na web

 

A polícia ainda está levantando a movimentação financeira feita pelas cinco integrantes de um grupo de estelionatárias presas no Rio, na última quarta-feira, mas já há informação de que pelo menos uma delas lucrou R$ 400 mil com os golpes, em apenas duas semanas. As informações foram encontradas em anotações feitas a caneta no momento da prisão. Porém, a maioria dos dados se encontra em laptops e aparelhos de telefones celulares que ainda serão analisados.

Segundo a delegada Márcia Beck, titular da 40 DPª (Honório Gurgel), que está investigando o caso, apenas por esse montante é possível concluir que o lucro era grande, já que há uma possibilidade de ter atingido milhares de vítimas. Algumas delas, ostentavam luxo nas redes sociais, com postagem de fotos feitas em locais paradisíacos, passeios de lancha e em cenários de tirar o fôlego. Outra se apresentava nas redes sociais como blogueira e empreendedora da vida social.

— Encontramos algumas anotações à caneta, mas a maioria das informações estão nos laptops e nos telefones (celulares) que demanda uma análise demorada. Mas, nessas informações que encontramos nas anotações, uma das garotas, em 15 dias, teve um lucro de R$ 400 mil, de onde é possível observar que a movimentação de dinheiro é muito grande — afirmou a delegada.

Mariana, Gabriela, Rayane, Anna e Yasmim tiveram prisão convertida em preventiva Foto: Reprodução

Anna Corolina de Sousa Santos, Yasmin Navarro, Mariana Serrano de Oliveira, Rayane Silva Sousa e Gabriela Silva Vieira foram presas em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, no fim da tarde da última quarta-feira. Segundo a investigação da polícia, no local funcionava uma espécie de “central de telemarketing", utilizada para aplicar golpes nas vítimas. A delegada contou como funcionava o esquema fraudulento, que em geral se valia de dados de cartões bancários ou de crédito:

— Elas tinham informações bancárias da vítimas e ligavam para as pessoas. Elas já tinham um script, ou seja, uma fala pronta para se passar por funcionárias da central de relacionamento dos bancos. E falavam “olha, nós verificamos aqui que foram detectadas umas compras supostamente no seu cartão. Nós queremos saber se você reconhece a compra”. Aí quando a pessoa dizia não reconhecer se ofereciam para fazer o cancelamento e diziam que enviariam um motoqueiro ao endereço da pessoa para recolher o cartão, mas antes pediam que digitasse número da agência bancária, da conta e senha. Só que tudo isso é conectado a um equipamento que vai extraindo essas informações — explicou Márcisa Beck.

Segundo a delegada o motoboy, que é enviado para pegar os cartões, é um outro braço dessa organização criminosa. Muitas vezes, quando o golpe dava certo, ele deixava um papel timbrado com a vítima comprovando a retirada. O objetivo, segundo Márcia Beck era dar uma certa “credibilidade” para a ação fraudulenta. E com os dados bancários de dos cartôes das vitimas em mãos, incluindo senha, faziam Pix, transferência, empréstimos e compras, causando um prejuízo financeiro muito grande para essas pessoas.

Rayanne, uma das acusadas: ostentação na internet Foto: Reprodução


A delegada contou que no momento da prisão, policiais flagraram duas indiciadas fazendo ligação com duas vítimas. As cinco presas foram levadas para a 40ª DP , assim como laptops, celulares, anotações e máquinas de cartão de crédito para a análise da investigação. A prisão delas foi convertida em preventiva pela Justiça.

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