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Estudante de 12 anos denuncia assédio por parte de porteiro de escola em Vitória

Segundo a Secretaria de Educação, o funcionário pertence a uma empresa terceirizada. Município disse que já pediu o afastamento imediato dele das funções até que o caso seja esclarecido pela Polícia Civil.


A mãe de uma estudante de 12 anos acionou a polícia após a menina relatar ter sido alvo de constantes assédios por parte do porteiro da instituição de ensino em que estuda, a Escola Municipal de Ensino Fundamental João Bandeira, no bairro Consolação, em Vitória.

Mãe e filha, assim como o porteiro, foram ouvidos na noite desta quinta-feira (8) na Delegacia de Proteção a Crianças e Adolescentes (DPCA), também em Vitória.

Foi neste mesmo dia que a mãe tomou conhecimento do caso, após a adolescente postar uma mensagem nas redes sociais em tom de desabafo. "Tô estressada com esse homem nojento", ela escreveu.

A mãe achou estranho e questionou a menina. Foi assim que ela descobriu que a filha vinha sendo importunada por um dos vigias do colégio.

"Ela relatou que já tava sofrendo pelos comentários dele há alguns dias. Quando foi hoje [quinta-feira, dia 8] ela relatou que ele passou a mão nela, nas pernas, segurou na cintura e vinha falando quando ela passava, falava no ouvido dela, pedindo para ver foto dela no celular, e isso constrangia muito ela. Hoje ela se sentiu extremamente acuada, por coagir ela no horário de entrada da escola. O celular foi o refúgio dela", detalhou a mulher, que não será identificada para que a identidade dela e da adolescente seja preservada.


Antes de o caso chegar até a Polícia Civil, a estudante procurou a coordenação da escola para relatar o caso. No entanto, a mãe critica a postura adotada pela escola.

"A postura da escola foi chamar para conversar. Ela estava conversando sozinha, só depois que eu cheguei, que a escola foi entender o que aconteceu. Mas em momento nenhum a escola pediu para ligar para o Ciodes, eu que fiz o contato. Se ela não tivesse me contado, ia ficar por isso mesmo, iriam conversar só com ele e pronto", lamentou a mãe.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação de Vitória, o funcionário pertence a uma empresa terceirizada da escola. O município já pediu o afastamento imediato dele das funções até que o caso seja esclarecido pela Polícia Civil.

Em nota, a Secretaria de Educação também disse que vai oferecer apoio para que a aluna se sinta confortável em voltar para a escola.

O município também ofereceu suporte junto à Secretaria de Assistência Social (Semas), com atendimento psicológico para a família e para a estudante, que também terá acompanhamento pediátrico.

Caso a família prefira, um pedido de transferência para outra instituição também pode ser feito. Segundo a mãe, é isso o que deverá acontecer.

"Ela não quer voltar para escola, porque mesmo que volte vão ficar olhando de cara torcida pra ela. Ela tá com medo até de sair de casa", disse a mãe.

A mulher ainda contou que uma outra aluna também disse ter passado pela mesma situação. Agora, o que ela quer é justiça e segurança.

"Eu quero justiça, porque não foi só com ela, foi com outras crianças. Quero que esse caso não pare por aí, que ele seja punido, para não acontecer com mais crianças", disse a mãe.

G1-ES