Projeto para o maior complexo diplomático chinês da Europa enfrenta protestos, riscos de segurança e críticas políticas na capital britânica
Projeto da futura embaixada da China em Londres, no antigo Royal Mint Court — Foto: Governo do Reino Unido
A proposta de construção de uma megaembaixada da China no bairro Royal Mint Court, em Londres, tem provocado forte reação entre moradores, ativistas e autoridades locais, gerando protestos e debates acalorados sobre segurança, soberania e influência estrangeira no Reino Unido.
O plano, que visa transformar o antigo complexo histórico em uma das maiores sedes diplomáticas chinesas na Europa, foi aprovado pelo governo britânico no começo de 2026, após um impasse de vários anos de disputas legais e políticas.
Apesar da aprovação oficial, a iniciativa enfrenta oposição significativa de parte da população londrina e de grupos de direitos humanos, que veem o projeto como uma ameaça potencial à segurança nacional e à proteção de dissidentes políticos. Organizações de ativistas tibetanos, uigures e de exilados de Hong Kong participaram de manifestações expressivas no local, argumentando que um complexo tão grande poderia ser usado para monitorar e intimidar opositores do governo chinês no exterior.
Críticos também apontam que o novo edifício ficaria próximo a infraestruturas sensíveis, como cabos de comunicações financeiras, e alertaram sobre possíveis riscos de espionagem ou vigilância ampliada dentro do território britânico — receios que acrescentam tensão às conversas sobre política interna e relações externas com Pequim.
Por outro lado, o governo do Reino Unido afirma que aprovou o plano com base em normas diplomáticas e ressalta que autoridades de segurança teriam dado aval ao projeto e que a construção não representaria uma ameaça direta, buscando equilibrar interesses econômicos e diplomáticos no relacionamento com a China.
O tema segue em debate público e judicial, com moradores e defensores dos direitos civis adotando medidas legais para tentar rev


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